Vladmir Putin na América Latina: parcerias em um mundo policêntrico e emergente

Especial – VI Cúpula do BRICS – 14,15 e 16 de julho de 2014

por Daniela Vieira Secches

O fim da Guerra Fria e da ordem bipolar transformaram os anos 1990 em um ambiente de alta incerteza sistêmica. O desfalecimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) deu lugar à consolidação do poder estadunidense em um contexto de hegemonia neoliberal quase inconteste no ambiente econômico e financeiro internacional. No entanto, novos fluxos e novos papeis não garantiram a possibilidade de uma visão unipolar consensual em torno dos Estados Unidos da América (EUA). Seria dificilmente defensável a diminuição dessa incerteza no século XXI. Porém, ela ganha novos rumos com a consolidação e o maior protagonismo de potências emergentes, como o grupo dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Sua VI Cúpula, realizada entre os dias 14 e 16 de julho de 2014, em Fortaleza, Brasil, serviu de cenário para apresentar claramente mais uma trilha em direção a uma ordem global sob mudança – a aproximação entre a Rússia e a América Latina. Com visitas oficiais à Cuba, à Nicarágua, à Argentina e ao Brasil, somadas a outros pronunciamentos e encontros marcantes, Vladmir Putin, premier russo, afirma estar a sucessora da URSS disposta a buscar um modelo mais razoável para as relações internacionais, que considere a realidade de um mundo policêntrico e emergente.

Especial – VI Cúpula do BRICS – 14,15 e 16 de julho de 2014

brics-logo fortaleza

Daniela Vieira Secches*

O fim da Guerra Fria e da ordem bipolar transformaram os anos 1990 em um ambiente de alta incerteza sistêmica. O desfalecimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) deu lugar à consolidação do poder estadunidense em um contexto de hegemonia neoliberal quase inconteste no ambiente econômico e financeiro internacional. No entanto, novos fluxos e novos papeis não garantiram a possibilidade de uma visão unipolar consensual em torno dos Estados Unidos da América (EUA).[1]

Seria dificilmente defensável a diminuição dessa incerteza no século XXI. Porém, ela ganha novos rumos com a consolidação e o maior protagonismo de potências emergentes, como o grupo dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Sua VI Cúpula, realizada entre os dias 14 e 16 de julho de 2014, em Fortaleza, Brasil, serviu de cenário para apresentar claramente mais uma trilha em direção a uma ordem global sob mudança – a aproximação entre a Rússia e a América Latina. Com visitas oficiais à Cuba, à Nicarágua, à Argentina e ao Brasil, somadas a outros pronunciamentos e encontros marcantes, Vladmir Putin, premier russo, afirma estar a sucessora da URSS disposta a buscar um modelo mais razoável para as relações internacionais, que considere a realidade de um mundo policêntrico e emergente.[2] Nesse sentido, pode-se dizer que a América Latina torna-se um aliado estratégico por quatro razões principais.

Primeiramente, o fortalecimento relativo recente das economias do continente latino americano, em especial no contexto da crise de 2008, levou os Estados a impulsionarem consideravelmente sua inserção no mercado global e a somar capital político em organismos internacionais.[3] Na maioria dos países, o momento coincidiu com o a subida ao poder de governos de centro-esquerda, desejosos por promover mudanças na ordem internacional.[4] Nesse contexto, como uma segunda motivação para a aproximação entre esses atores, percebe-se uma coincidência de posições na política internacional entre a Rússia e os países americanos, como, por exemplo, a resistência à intervenção na Síria e a discussão sobre a ilegalidade do referendo realizado na Crimeia acerca de sua anexação ao território russo.[5]

A situação na Crimeia e em outras regiões separatistas da Ucrânia promoveu igualmente um isolamento da Rússia no cenário internacional, dadas as condenações e sanções aprovadas sob liderança de potências ocidentais como os Estados Unidos e a União Europeia (UE).[6] Alianças estratégicas com Estados latino americanos tornam-se, portanto, um instrumento para garantir a inserção russa. Esse enfoque é, por fim, reforçado pela posição geoestratégica da América Latina, próxima aos Estados Unidos, que tradicionalmente negligenciam políticas mais assertivas para atração dos Estados da região em nome de uma pretensa fidelidade entendida como derivada de uma espécie de destino manifesto.[7]

 

Rusia Putin 2

Fonte: http://es.rbth.com/opinion/2014/07/11/el_contrapeso_de_ee_uu_en_america_latina_41687.html

 Por seu turno, desde a subida ao poder de Vladmir Putin, a política externa russa volta-se de forma cada vez mais intensa para a América Latina. Depois de uma “década perdida”[8] em 1990, com tentativas erráticas de aproximação, Putin mantém visitas oficiais e contatos diretos com os países desde dezembro de 2000,[9] quando visitou Cuba a convite de Fidel Castro. Se antes do fim da Guerra Fria os soviéticos buscaram laços com Cuba e em alguns países da América Central sob conflito, no novo milênio os russos parecem traçar uma estratégia clara de inserção no continente por meio, especialmente, de aproximações políticas, na área energética, e pelo fomento às relações comerciais, a qual culminou na assinatura de diversos acordos e em relevantes declarações em julho de 2014.

Em 11 de julho desse ano, Putin chega à Cuba para visita oficial ao líder do país, Raul Castro, e a seu irmão, Fidel Castro. Os irmãos Castro celebraram a chegada do premier russo com a notícia de que o Parlamento de Moscou havia aprovado um significativo perdão de 90% da dívida cubana dos anos da Guerra Fria, deixando um total de US$ 3.500 milhões que serão reinvestidos na ilha em projetos de infraestrutura. Ademais, foram firmados contratos para exploração de petróleo em alto mar pelas empresas Rosneft e Zarubezhneft, em região próxima à Flórida, além de iniciativas de cooperação em transportes e saúde pública.[10] Em seguida, a delegação russa aterrissou em Manágua para encontro oficial com Daniel Ortega, presidente da Nicarágua e membro do histórico partido Frente Sandinista. Na ocasião, iniciaram-se diálogos na área de combate à pobreza, ao crime organizado, e para a promoção da paz, além da cooperação para construção do Grande Canal Interoceânico – uma alternativa ao Canal do Panamá.[11]

A Argentina de Cristina Kirchner foi o próximo destino do presidente russo. Os dois chefes de Estado encontraram-se oficialmente pela primeira vez. O avanço mais significativo deu-se na área de cooperação para uso pacífico de energia atômica com a estatal russa Rostom, que participará da construção da central nuclear Atucha III. Outras possíveis parcerias desenham-se na área energética. A empresa russa Inter Rao está interessada na hidrelétrica em construção no oeste argentino, enquanto uma delegação de empresários russos visitou a região de Vaca Muerta, com consideráveis recursos de gás e petróleo. Foram, ainda, firmados convênios em telecomunicações, para a transmissão de um canal russo em espanhol na Argentina; e acordos de cooperação em matéria jurídica.[12]

Cristina F. de Kirchner e Putin trocaram expectativas de aprofundamento das relações entre os Estados em comunicados oficiais. Para a premier argentina, ambas as nações devem buscar defender a reforma de organismos internacionais, como as Nações Unidas (ONU) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). O apoio da comunidade internacional ao referendo nas Malvinas e a condenação ao mesmo procedimento na Crimeia é, para Cristina, um sintoma do duplo padrão da ONU, enquanto a disputa dos argentinos com os chamados fundos abutres é associada a uma ausência de justiça e clareza na regulação financeira internacional. Apesar desse alinhamento, Putin acredita não ser, ainda, momento para ampliação do grupo BRICS, em uma alusão à possibilidade de inclusão da Argentina, afirmando ser importante primeiro a consolidação dos atuais projetos da aliança.[13]

Entre o comparecimento à final da Copa do Mundo de Futebol e o início da VI Cúpula dos BRICS, Vladmir Putin reuniu-se com a presidente Dilma Rousseff, quando discutiram cooperação entre os dois Estados nas áreas de saúde, tecnologia, educação, cultura, aeronáutica e infraestrutura. A cooperação energética novamente tornou a ser um tema central, e há possibilidades de cooperação para exploração das reservas brasileiras de petróleo e gás. A expectativa é que o fluxo comercial entre Brasil e Rússia dupliquem, fomentados por essas iniciativas, chegando aos US$ 10 bilhões de dólares. No entanto, esse projeto pode ser frustrado pelo lento ritmo de crescimento da economia brasileira, que não deve superar 1,5% em 2014. Por fim, celebrou-se também acordo sobre defesa antiaérea para demonstração do sistema russo e possível venda ao Brasil.[14]

Além das visitas oficiais, houve outros estratégicos movimentos de Putin em seu giro pela América Latina. Em Fortaleza, durante a Cúpula, o presidente russo encontrou-se com o chefe de Estado uruguaio, José Mujica, quando discutiram as vantagens da localização estratégica do Uruguai para as relações comerciais internacionais.[15] Encontros e acordos bilaterais também foram realizados com Maduro, presidente venezuelano, e Morales, chefe de Estado da Bolívia. Outro caminho interessante é a aproximação entre os arranjos de integração da América do Sul e da Europa Oriental. Já se anunciam alguns movimentos de aproximação entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul), composto por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, e a União Econômica Euroasiática, cujos membros são Rússia, Tajiquistão, Quirguistão, Bielorrússia, e Cazaquistão.[16] Em encontro com os Chefes de Estado dos países-membros da União das Nações Sul-Americanos, Vladmir Putin demonstrou apoiar aproximação semelhante.

Muitos questionam se o giro da Rússia pela América Latina seria mais um sintoma da pretensão deste Estado de reconstruir a ordem global na lógica da Guerra Fria. No que diz respeito ao desejo de retomar uma condição de potência mais proeminente, sem dúvidas esse é um desejo da política externa russa contemporânea, mas nunca deixou de sê-lo desde o início da formação desse Estado no século XV. Pensar em termos de confronto bipolar e enfrentamento direto e ideológico com os Estados Unidos claramente não cabe à situação atual, na qual Putin parece buscar muito mais uma reforma global em direção a um mundo policêntrico, em uma análise mais coerente das atuais condições de seu país frente às potências tradicionais e às emergentes.

Os resultados de julho de 2014 demonstrarem uma aproximação sem precedentes entre Rússia e América Latina. Todavia, há muito o que se realizar para a consolidação dessas parcerias. Mesmo com o crescimento recente do fluxo comercial, o continente ainda é um mercado pouco tradicional para os russos, com um aumento errático das trocas (Tabela 1). Ademais, a dominação econômica chinesa, tanto em termos de fluxo comercial quanto em termos de investimentos, pode significar rivalizar com um dos principais parceiros de Putin na atual estratégia de política externa do Kremlin.

Tabela 1. Crescimento do comércio russo com a América Latina no século XXI.

País 1992 2000 2008 2010

Região

1330,3 5669,7 15935 12260
Argentina 150,5 122,9 1975,9 1124,1
Brasil 146,8 645,9 6711,2 5874,5
Chile 22,4 19,5 364,7 356,6
Cuba 832,1 385,2 265,1 276

Equador

14,9 185,2 935,7 974,1
México 19 156,7 1230,9 768,8
Peru 19,2 35,7 327,6 328
Venezuela 22,1 67,7 957,8 165,3

Fonte: Federal Customs Service of the Russian Federation.[17]

 Moscou aparentemente poderia tentar concentrar seus esforços mais incisivos em termos de aproximação política. No entanto, também nesse ponto haveria um entrave – a histórica dependência dos países da América Latina em relação às potências ocidentais, o que explica, por exemplo, a hesitação em condenar mais diretamente a postura dos EUA e aliados na situação na Ucrânia e a abstenção de Brasil e Argentina na já referida resolução da Assembleia Geral sobre o referendo na Crimeia. De qualquer maneira, o movimento da Rússia em direção à América Latina parece tomado de uma força irresistível nesse século XXI, e a tendência é que essa aproximação encontre espaço para seguir adiante, mesmo que cautelosa, tanto em termos de relações bilaterais, quanto nos fóruns globais e de integração regional.

 Russia Putin 1Figura 1. Principais iniciativas de aproximação com a América Latina negociadas pelo presidente russo Vladmir Putin nas suas visitas oficias de seu giro pelo continente de julho de 2014.[18]

 

* Membro do Grupo de Pesquisa sobre Potências Médias (GPPM). Coordenadora e professora da graduação em Relações Internacionais do Centro Universitário UniBH. Doutoranda em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).

Notas:

[1] Para uma breve versão de opinião contrária, em defesa da ordem unipolar, ver KRAUTHAMER, C. The Unipolar Moment. Foreign Affairs, Vol. 70, No. 1, 1990/1991, pp. 23-33.

[2] Declarações dadas por Vladmir Putin em entrevista à Agência Cubana Prensa Latina. Ver PRENSA LATINA. Putin por una América Latina unida, sostenible e independiente. Disponível em http://prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&idioma=1&id=2871011&Itemid=1. Acesso em 17 de julho de 2014.

[3] Em 2010, o crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e do Caribe chegou a bater 6%. Já em 2012, houve uma queda em 3%. Ainda assim, alguns Estados demonstram uma tendência de recuperação, como Peru e Bolívia. Dados disponíveis em BANCO MUNDIAL. 2014 World Development Indicators. Disponível em http://data.worldbank.org/sites/default/files/wdi-2014-book.pdf. Acesso em 19 de julho de 2014.

[4] O chamado eixo bolivariano, representado pelos Estados membros da Aliança Bolivariana para as Américas (ALBA) – Antígua e Barbuda, Bolívia, Cuba, Dominica, Equador, Granadinas, Nicarágua, São Vicente e Venezuela, são de especial interesse, dado seu posicionamento à esquerda mais intenso.

[5] Na votação da Resolução 11493 de março de 2014 sobre o reconhecimento da mudança no status da região da Crimeia, 100 Estados votaram por não reconhecer a validade do referendo. Bolívia, Cuba, Nicarágua e Venezuela foram quatro dos onze membros contra o documento, demonstrando seu apoio à causa russa. Já Argentina, Brasil, Equador e Uruguai abstiveram-se publicamente. Para o inteiro teor da resolução, ver ASSEMBLEIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS. Resolution GA 11493. Disponível em http://www.un.org/News/Press/docs/2014/ga11493.doc.htm. Acesso em 15 de julho de 2014. Sobre o apoio latino americano na ocasião, ver RUSSIA BEYOND THE HEADLINES. EE UU recela de la presencia rusa en América Latina. Disponível em http://es.rbth.com/internacional/2014/07/15/ee_uu_recela_de_la_presencia_rusa_en_america_latina_41785.html . Acesso em 15 de julho de 2014.

[6] No dia 16 de julho de 2014, Estados Unidos e União Europeia promoveram uma nova rodada de sanções contra a Rússia devido à situação na Crimeia. Após a queda do avião da Malasya Airlines, apesar da cautela solicitada pela premier alemã Angela Merkel, provavelmente haverá novas punições. A respeito, ver BBC. EUA e UE ampliam sanções contra a Rússia. Disponível em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/07/140716_eua_ue_sancao_russia_kb.shtml. Acesso em 17 de julho de 2014. Em resposta, no dia 19 de julho de 2014, o Kremlin decidiu sancionar os Estados Unidos, banindo a entrada de doze americanos supostamente envolvidos em torturas nas prisões de Guantánamo e Abu Ghrabi. A respeito, ver RIANOVOSTI. Russia bans entry to 12 US Citizens in Response to Sanctions. Disponível em http://en.ria.ru/politics/20140719/191039234/Russia-Bans-Entry-to-12-US-Citizens-in-Response-to-Sanctions–.html. Acesso em 19 de julho de 2014.

[7] Desde a independência dos Estados da América Latina, os Estados Unidos da América não tiveram uma preocupação mais sistemática para reforçar sua presença no continente. Os instrumentos usados para tanto repousaram mais sob a égide da Doutrina Monroe e nas intervenções diretas no período da Guerra Fria, especialmente após a virada comunista da Revolução Cubana. Somadas a elas, estão tímidos investimentos, como a Operação Pan-Americana, quando comparados com iniciativas de cooperação como o Plano Marshall para a Europa na primeira metade do século XX. Recentemente, o enfrentamento da crise econômica e financeira e crise social doméstica recorrente levou a administração Obama a reduzir ainda mais os já incipientes esforços de aproximação com o continente. Um exemplo interessante que ilustra essa situação é o fato de a preparação dos diplomatas estadunidenses praticamente não envolver leituras sobre o continente, como demonstra seu manual disponível em: https://careers.state.gov/uploads/ff/03/ff03e644688fe25f74ff3b0641c59e9d/Updated_FSOT_Reading_List_Aug2013.pdf

[8] Termo usado por Piotr Yákovlev, director do Centor de Estudos Ibéricos, em entrevista para Russia Beyond the Headlines. Disponível em http://es.rbth.com/multimedia/infographics/2014/07/10/las_relaciones_entre_rusia_y_america_latina_en_el_sig_41661.html

[9] Tanto Vladmir Putin quanto Dmitri Medvedev visitaram oficialmente diversos Estados da América Latina durante suas gestões, de 2000 a 2010: Argentina, Brasil, Chile, Cuba, México, Venezuela e Peru. Ver RUSSIA BEYOND HEADLINES. Las Relaciones entre Rusia y América Latina en el siglo XXI. Disponível em http://es.rbth.com/multimedia/infographics/2014/07/10/las_relaciones_entre_rusia_y_america_latina_en_el_sig_41661.html. Acesso em 13 de julho de 2014.

[10] RT. Vladímir Putin emprenderá una historica gira por América Latina. Disponível em http://actualidad.rt.com/actualidad/view/133381-presidente-putin-gira-america-latina. Acesso em 10 de julho de 2014.

[11] THE MOSCOW TIMES. Ortega celebrates Putin’s Nicaragua Visit as a ‘Ray of Light. Disponível em http://www.themoscowtimes.com/news/article/putin-a-ray-of-light-on-latin-america-tour/503358.html. Acesso em 15 de julho de 2014.

[12] DIARIO LIBRE. Argentina y Rusia afianzan lazo estratégico con firma de acuerdos bilaterales. Disponível em http://www.diariolibre.com/latinoamerica/2014/07/13/i697601_argentina-rusia-afianzan-lazo-estratgico-con-firma-acuerdos-bilaterales.html. Acesso em 15 de julho de 2014.

[13] EL MUNDO. Putin dice que America Latina es clave para Rusia. Disponível em http://www.elmundo.com.ve/noticias/economia/internacional/putin-dice-que-america-latina-es–clave–para-rusi.aspx. Acesso em 15 de julho de 2014.

[14] EL PAÍS. A Rússia e o Brasil acertam um acordo sobre defesa antiaérea. Disponível em http://brasil.elpais.com/brasil/2014/07/14/internacional/1405367160_678400.html. Acesso em 15 de julho de 2014.

[15] LA RED 21. Mujica enseñó a Putin mapa de América y dijo que Uruguay está en una gran esquina. Disponível em http://www.lr21.com.uy/politica/1186497-mujica-putin-reunion-mapa-america-uruguay. Acesso em 18 de julho de 2014.

[16] RUSSIA BEYOND THE HEADLINES. La Unión Euroasiática apuesta por el Mercosur. Disponível em http://es.rbth.com/internacional/2014/07/16/la_union_euroasiatica_apuesta_por_el_mercosur_41825.html. Acesso em 18 de julho de 2014.

[17] PANIEV, Y. Russia turning to Latin America. Austral: Brazilian Journal of Strategy & International Relations, Vol. 1, N. 1, Jan-Jun, 2002, p. 41.

[18] RUSSIA BEYOND THE HEADLINES. Rusia y Latinoamérica se necesitan mutuamente. Disponível em http://es.rbth.com/internacional/2014/07/19/rusia_y_latinoamerica_se_necesitan_mutuamente_41893.html. Acesso em 19 de julho de 2014.

 

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