When the Levee Breaks

Essa é uma letra interessante… abarca uma relação causa e efeito alardeadora. Seu contexto remonta ao quarto álbum da banda Led Zeppelin, mas sua originalidade procede de um blues de 1929.

O que há de tão interessante nessa música?

Pode-se afirma que sua relação entre causa e efeito pode extrapolar as fronteiras dos acidentes naturais e dialogar com os acidentes alimentados pelo homem. Na minha concepção a interferência humana intencional frente a um dado objetivo rasga qualquer semelhança ao imprevisto, ao incerto acidente.

Plant e companhia expõem essa canção de forma brilhante, aliás. Conduzem em notas o que se sentia em um tempo e espaço conturbado por tais acidentes humanos.

O primeiro rabisco traz: If it keeps on raining, levee’s going to break

Os filhos do estado de bem-estar social cantaram essa letra reatulizada  pelo Led. Ora, a partir da década de 1970 o mundo erguido na Crimeia sob a sombra da Segunda Grande Guerra trouxera uma concepção econômica e política restaurada. Tal restauração fora face semelhante da emergência de uma nova hegemonia internacional, a qual foi proferida a partir dos solos estadunidenses, mas não diretamente respeitosa aos intentos desse novo portentoso ator internacional.

Basta que a década de 1970 seja compreendida como um momento de mudança e o estabelecimento de um hegemon internacional, logo, não se equivale a organização de uma supremacia, ou uma hierarquia de estados estritamente estabelecida. A ideia de hegemonia está para além das diferenças materiais abarcadas em cada território, e a isso se deve clarear.

Para o governo estadunidense a organização da nova ordem se equivalera a uma chuva constante, ou a um gotejo contínuo, o qual pesou nas contas nacionais. Ora… tal gotejo emergiu através de um dilema, o qual desde as primeiras horas do século XX desenhou a sua insustentabilidade. Insustentabilidade essa ligada entre a produção de ouro e a transformação de bens e serviços, se assim pode-se expor. A caminhada do bem-estar social provida pelas imagens, pelos tratados, pelas internacionalizaões, pelas independências e por tantas outras práticas humanas associadas a um modo social de produção levaram as contas estadunidenses a desequilíbrios, os quais romperam em 1971 após o célebre discurso do presidente Nixon com intuito de proteger o dólar americano e a economia mundial (conta outra).

Sim, as comportas da represa foram abertas para irrigar (inundar) novas possibilidades produtivas de capital. E eu pensando que o dinheiro não era mercadoria… pobre engano… pobre pobre quem não trabalha assim. Uma nova atualização, ou rereatualização é colocada a partir das relações creditícias, ou seja, relações sustentadas na crença de que o valor de custo/uso (qual é agora?) será sempre vertiginoso com o tempo e abarcará proporções crescentes em um economia internacional competitiva!

Ora, ora… o resto da história o Led conta, todavia esqueçam a temática acidental de um evento natural, pois por traz das comportas construídas, também pelos homens, outros espreitavam por abri-las para o bem de uma sociedade. Eu não creio nesse crédito, senhores.

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